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Agenda Cultural

“CAFÉ CURTO | BLUE HOUSE”

No quarto trimestre de 2022 propomos a realização de um total de 12 showcases, mantendo-se a sua realização às 19h30 das terças-feiras.
Dando seguimento à nova proposta, iniciada em Janeiro de 2022, com a inclusão das modalidades de "convocatória”, de "residência” e de "curadoria Rádio Pessoas”, o modelo de showcases estabelecido mantém-se com o objectivo de alargar o impacto desta iniciativa no futuro cultural da cidade de Coimbra e dos seus agentes artísticos.
Quanto aos artistas convidados, mantém-se a premissa de apresentar atuações novas e/ou novos projectos. A programação conjuga, de forma equilibrada, artistas sediados em Coimbra ou que mantêm forte ligação à nossa cidade, com músicos que têm origem noutras paragens, em Portugal e no estrangeiro, uma vez que se pretende também impulsionar a circulação de espetáculos.


Programa

4 outubro - Marinho (c/ Diogo Mendes)
Marinho nasceu em Lisboa e cresceu em frente à televisão, acompanhando desenhos animados e filmes americanos de meados dos anos 90. Como jovem adulta, tenta compreender aquilo que existe entre expetativas romantizadas em demasia e a vida real fora de sitcoms. As resoluções surgem na forma de canções de indie-folk, que escreve e coleciona. Canções, essas, que foram apresentadas no seu álbum de estreia ‘~’ (ler til), que saiu em outubro de 2019. Gravado no Black Sheep Studios e masterizado por Philip Shaw Bova (Marlon Williams, Feist, Andy Shauf), Ghost Notes é o retrato de alguém que pela primeira vez se apaixona por quem não sente o mesmo por si. Quando a realidade não colabora, os sentimentos são vividos apenas em sonhos.

11 outubro - Tarik Rahim
Tarik Rahim é um espírito jovem nascido nas Astúrias, em contacto com as suas raízes ancestrais, que se estendem do Brasil ao Líbano. Navega entre devaneios luminosos e pesadelos, reverberações e ilusões. Na sua adolescência, passou por muitos projetos, tocou em diferentes palcos e festivais e publicou os seus primeiros álbuns a solo, discretamente no Bandcamp. Em 2020, o renomado artista asturiano Pablo Und Destruktion ajudou-o a lançar seu terceiro álbum - "Espejos" -, apresentado no Teatro Jovellanos. Em 2022, lançou o seu mais recente disco "XXIII”, continuando a atrair a atenção da crítica e do público. Tarik assume-se como um novo cantor tropicalista experimental, cruzando referências como Devendra Banhart e Dirty Beaches.

18 outubro - MIC #05 - Gonçalo Guiné
Gonçalo Guiné é rapper, beatmaker e produtor, e integra o coletivo de Coimbra, Velha Capital. Estreou-se com a mixtape Força de Intervenção Lirical, em 2012, ao lado de Eterno, Medina e Kiko Ximenes. Em 2021, estreia-se a solo com o EP "Arquivos de um Confinamento”, composto e produzido nas profundezas criativas do seu estúdio. As faixas refletem a sua visão distópica da contemporaneidade, com várias referências à fase pandémica, feita de incertezas. Forjado ao estilo boombap do hip-hop dos anos 90, o álbum espelha a sua própria visão do rap como veículo de expressão lírica, criativa, e, sobretudo, interventiva.

25 outubro - BRITO
Brito, nascido em Castelo-Branco, tem uma energia contagiante e criativa, que transborda para o seu domínio da bateria nos projetos Pešpäkøvå, Fugly e Wakadelics, e para a sua participação em bandas como Victor Torpedo and The Pop Kids. No projeto de nome homónimo, explora o potencial da sua lírica, dando uma nova roupagem a temas que compôs durante um confinamento sem acesso à bateria, ora em casa da mãe, ora em casa do pai. Temas que transmitem a identidade própria de Brito enquanto artista, que adquirem camadas sonoras com o auxílio de Miguel Cordeiro, na guitarra, e de João Bargão, nas percussões. 'Nada é Nada. Tudo é Nada. Nada é Tudo. Somos todos matéria em constante mutação. Estamos fechados. Enclausurados. Navegar. Mergulhar. Afundar.'

1 novembro - Pedro de Tróia
Dez anos se passaram desde o lançamento do primeiro disco d’Os Capitães da Areia, que catapultou o vocalista, agora conhecido por Pedro de Tróia, e restante banda para o reconhecimento em Portugal. Num processo de reconciliação consigo mesmo, Pedro de Tróia editou, em março de 2020, o seu disco de estreia a solo - "Tinha de Ser Assim” -, produzido por Tiago Brito. Um alinhamento que transpira verdade, com tudo o que de bom, de mau e de desconfortável isso implica. Tiveram destaque os singles "Embaraçado", "Salvadora" e "Nunca Falo Demais" e as colaborações com Catarina Lynce, Rita Laranjeira, Silas Ferreira, Tomás Branco e, ainda, Rui Reininho, com quem canta em "Carrossel”. O cantor e compositor já é uma figura ímpar no panorama musical português, com a sua visão disruptiva, uma extrema habilidade para as palavras e uma voz sempre envolvente.

8 novembro - MIC #06 - Matilde Fachada
Matilde Fachada, de Coimbra, tem apenas 21 anos e assume que não é música, nem cantora, e que pouco percebe disso. No entanto, tem por hábito e prazer pisar o palco enquanto atriz e, atrás das cortinas, criar som e canções para os espetáculos onde participa. No teatro, costuma dizer as palavras de outras pessoas e, agora, propõem-se a cantar as suas, resultado de um processo experimental em que tenta juntar e brincar com as duas formas de arte que se entrecruzam na sua vida.

15 novembro - Gobi Bear
Gobi Bear é o alter-ego de Diogo Alves Pinto, nascido em Guimarães. Os acordes soltam-se por caminhos simples ou volteando por labirintos de distorção, seguidos por uma voz suave. O oitavo trabalho de originais do cantautor, - "Our Homes & Our Hearts" – foi editado pela Planalto Records, em novembro de 2017, e inclui colaborações com Surma, Emmy Curl e Helena Silva. Gobi Bear deixa as cordas soar como querem e faz canções. Ao vivo, camufla-se no ambiente ou provoca-o com barulho. Já atuou em palcos como o Festival Paredes de Coura, Bons Sons, Casa da Música e Cinema São Jorge, somando várias tours pela Europa e concertos partilhados com nomes como Matt Elliott, ou Russian Red. O Urso continua a explorar um universo muito singular, onde quebra as barreiras entre o live-looping e o indie folk. Em 2021, lançou o EP ‘10’, que celebra dez anos passados desde o seu primeiro lançamento e inclui três temas que anunciam o terceiro álbum de longa-duração, com lançamento previsto para 2022.

22 novembro - Felipe Barão
Felipe Barão é um multi-instrumentista, cantor, compositor e produtor luso-brasileiro, radicado em Portugal. Nos seus mais de 20 anos de carreira, já colaborou com diversos artistas e participou de proeminentes projetos na mídia brasileira, além de compor bandas sonoras para teatro e cinema, dirigir concertos e produzir gravações. Apresenta toda a sua bagagem multifacetada, em composições que flertam com o jazz, passando pelo rock e pelo pop. As suas canções primam por sua paixão pela harmonia musical, pelo seu know-how dos instrumentos de corda e por sua voz peculiar. O concerto "Calmaria” é intimista, com músicas que exploram o diálogo da voz de Felipe Barão com diversos instrumentos de corda: como o violão clássico, o violão acústico e a guitarra eléctrica.

29 novembro - O Marta
Algures na Beira Alta, nasce uma nova forma de conviver com a tradição. Por trilhos percorridos que vão desde o indie à eletrónica, O Marta, projeto a solo de Guilherme Marta, volta-se agora para as terras da sua infância, entre São Pedro do Sul e Arnas, numa redescoberta da sua aura. Seja a compleição da percussão tradicional, os viscerais cantos polifónicos da região beirã ou as carismáticas melodias de guitarra, O Marta respira nova vida ao encontro moderno do indie rock com o folclore português.

6 dezembro - MIC #07 - HUMAN NATURES
"Human Natures” é o alter-ego de João Ribeiro, que emerge como forma de expressão das suas vivências e emoções. O multi-instrumentista, membro de projetos como a banda Eigreen, dá forma e alma a um primeiro disco que representa o percurso musical e artístico que percorreu nos últimos dez anos. "Human Natures” resulta da fusão de diversos géneros musicais – desde o dream-rock, eletrónica, experimental, ambiente e shoegaze – coberto de texturas criadas através de guitarras acústicas e elétricas, vozes moduladas, pianos e sintetizadores, entre outras camadas de instrumentos de sopro ou cordas. As dez faixas que compõem o disco estão relacionadas com sentimentos e estados de espírito transversais ao ciclo intemporal da vida.

13 dezembro - Ana Lua Caiano
Ana Lua Caiano explora a fusão musical através do encontro entre a música tradicional portuguesa e a música eletrónica. Aos coros, harmonias e cânones, juntam-se os sintetizadores, drum-machines e sons retirados do dia-a-dia da artista que, assim, constrói uma estética sonora com raízes no passado, mas projetada no mundo moderno e tecnológico. Ana Lua tem somado reconhecimentos e espetáculos. Em julho de 2021, ganhou um concurso promovido pelas SDB Sessions, que lhe valeu a gravação de três temas ao vivo na Arda Recorders e a sua edição em vinil. Em março de 2022, lançou o seu primeiro single - ‘Lobo Rouco’ - em colaboração com a artista Rossana. Este verão, atuou no MEO Sudoeste, após ganhar o concurso One Step For Music Fest, na categoria Band and Singer Contest.

20 dezembro - Drunks On The Moon
O português Bruno Lucas e a francesa Manon Capelline formam os Drunk On The Moon, um duo que gravita entre músicas que remetem tanto para a modernidade, como para o cinema mudo, explorando um território musical onde encontramos o krautrock, a surf music californiana e a chanson française. Deixam-se influenciar por um panorama literário algo marginal, pela rouquidão suave de Tom Waits, pelas melodias redondas e quentes de Leonard Cohen, e por ambientes cinematográficos, tingidos de um luar escuro e melancólico. A dupla cria um cenário sonoro através dos acordes místicos e psicadélicos do teclado, dos solos melancólicos de guitarra, do papel minimalista da bateria e, por vezes, com a ajuda de outros instrumentos. Tudo pautado por uma voz feminina que nos questiona sobre a ação humana no mundo.


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