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Agenda Cultural

“MEMORIAL DO CONVENTO - Cia Dança em Diálogos”

Abertura
I Ato
D. João V visita o quarto da rainha depois de ter recebido a visita de um frade franciscano, que lhe dá conta de uma visão divina: o rei teria um herdeiro se prometesse erigir um convento franciscano.  A rainha, em permanente oração para que se conceba um herdeiro, deseja, em simultâneo, ser absolvida pelos atos menos puros do leito conjugal; D. João faz promessa de erigir um convento Franciscano, caso a rainha lhe dê um herdeiro no prazo de um ano. A Procissão da Quaresma arrasta-se pela tela surgindo então Baltasar fustigado e mutilado pela crueldade da guerra aquando do seu duro regresso a Lisboa. Chegado ao auto de fé, assiste à condenação ao degredo de Sebastiana (mãe de Blimunda) e vê Blimunda acompanhada pelo Padre Lourenço, amigo de ambas as mulheres. Blimunda ‘ouve’ a mãe dizer-lhe para olhar para Baltasar e os dois encontram-se no olhar e também no amor. Dirigem-se os três para casa de Blimunda e Frei Lourenço abençoa a união dos dois pelo ritual da colher. Na manhã seguinte, vê-se Blimunda, de olhos fechados, a procurar o pão para comer, o que deixa Baltasar intrigado. O Padre Lourenço apresenta o projeto da Passarola a Baltasar, uma máquina que permitirá ao homem voar, e convence-o a ir trabalhar para a abegoaria, partindo depois para o estrangeiro em busca do segredo que permita o voo da Passarola. Uma manhã, Baltasar esconde o pão de Blimunda e assim convence-a a contar-lhe o seu segredo. Blimunda confessa o seu poder de ‘olhar por dentro das pessoas’, prometendo que a ele nunca o fará. Sem saberem do regresso do Padre, Baltasar e Blimunda partem para Mafra para junto da família de Baltasar; em simultâneo vê-se o desejado nascimento do herdeiro, que é uma menina, a Infanta D. Maria Bárbara. Contudo, a promessa do rei é para se cumprir: "Haveremos convento!”. O Padre Lourenço regressa enfim e vai ter com o casal a Mafra. Convence então o casal a continuar a trabalhar no seu projeto de voo, em particular Blimunda, que deverá recolher as vontades dos vivos através do seu poder. 

II Ato
Blimunda confessa a Baltasar que foi em jejum à missa para ver o que estava dentro da hóstia consagrada, revelando a sua desilusão pela visão de negro em vez de uma luz; D. João V preside à bênção da primeira pedra do convento, enquanto Baltasar e Blimunda partem para Lisboa para se reunirem, de novo, com o Padre Lourenço. Já em Lisboa, Baltasar e Blimunda deslocam-se para ver a Procissão do Corpo de Deus onde Blimunda recolhe vontades do povo moribundo assolado pela recente peste. Passados anos, e durante uma aula de música da Infanta D. Maria Bárbara, o Padre Lourenço dialoga profundamente com Domenico Scarlatti, um compositor italiano que se encontra na corte portuguesa. O Padre Lourenço leva então Scarlatti a ver a Passarola a S. Sebastião da Pedreira. Aí se reúnem os quatro detentores do segredo da passarola: Baltasar que monta as peças, Blimunda que recolhe as vontades, Lourenço que louva a fé tanto em Deus como na ciência e Scarlatti que lhes oferece a sua música, pelo cravo que traz para a obra. Começando a ser perseguido pelo Santo Ofício, o Padre Lourenço avisa que tem que fugir. Os três ensaiam os preparativos e a Passarola finalmente voa, deixando o Padre em êxtase e o casal surpreendido. No entanto, o voo é curto e cai em sítio incerto depois de sobrevoar a obra do convento. Padre Lourenço, desiludido e desesperado, parte para o exílio enquanto Baltasar e Blimunda regressam a Mafra no momento em que se festeja o milagre do ‘Espírito Santo’, aquele que sobrevoou a basílica.

III Ato 
Baltasar e Blimunda fixam-se em Mafra e Baltasar passa a trabalhar nas obras do convento. Mais tarde, recebem a visita de Scarlatti que lhes dá a triste notícia da morte do Padre Lourenço no exílio. A construção do convento prossegue e assiste-se à ‘Epopeia da pedra’, que ceifa vidas pelo caminho. D. João V ordena a antecipação do ritual de sagração da Basílica ao tomar consciência da brevidade da vida. Enquanto a construção do convento prossegue, tem lugar em Caia a troca das Infantas entre Portugal e Espanha. Aquando da chegada das estátuas dos Santos a Mafra, Baltasar e Blimunda visitam as estátuas antes de Baltasar partir sozinho para o esconderijo da Passarola. Lá chegado, Baltasar aciona inadvertidamente o processo de levantamento da Passarola e ambos desaparecem. Inquieta com a ausência de Baltasar, Blimunda parte para o esconderijo e não vê nem Baltasar, nem Passarola. Ao mesmo tempo é consagrada a Basílica Real de Mafra. Blimunda peregrina nove anos por todos os caminhos, procura o seu amado. Retorna por fim ao local do primeiro encontro para o ver de novo, mas desta feita, na posição de condenado à fogueira. Antes de Baltasar expirar pela última vez, Blimunda resgata a vontade deste, que só a ela lhe pertence.


Ficha Artística/Técnica
Direção artística: Solange Melo Fernando Duarte
Dramaturgia e coreografia: Fernando Duarte
Curadoria musical: Martim Sousa Tavares
Figurinos: José António Tenente
Cenografia: Pedro Crisóstomo
Imagem cinematográfica: Pedro Castanheira
Desenho de luz: VJ
Interpretação: Blimunda: Margarida Trigueiros, Baltasar: Joshua Feist, Frei Bartolomeu Lourenço: Pedro António Carvalho, D. Maria Ana Josefa: Valentina Codinha, D. João V: João Reis, Domenico Scarlatti: Fernando Duarte
Com a participação em filme dos alunos finalistas da Escola de Dança do Conservatório Nacional em programa FCT: Ana Clara Mendonça, Catarina Gonçalves, Catarina Palma, Inês Fernando, Maria José Borges, Francisco Maduro, Gaspar Ribeiro, José Maria Borges, Lucas Ribeiro e Tomás Silva
Produção: Dança em Diálogos
Coprodução: Cineteatro Louletano, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e Teatro José Lúcio da Silva
Apoio à criação: Direção-Geral das Artes | República Portuguesa/Cultura
Apoio Institucional: Fundação José Saramago e Escola de Dança do Conservatório Nacional
Apoio à criação através de Residências Artísticas: Polo Cultural das Gaivotas-Boavista/Câmara Municipal de Lisboa, Centro de Dança de Oeiras, Estúdio LX Dance e Estúdios Victor Córdon/OPART E.P.E.


Classificação Etária
M/12


Duração
85 minutos


Informações
Bilheteira: 239 857 191
bilheteira@coimbraconvento.pt


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Cadeiras de Orquestra e 1.ª Plateia 
€8
€6 desconto estudante; ≥65 anos; grupos ≥ 10 pessoas

2.ª Plateia e Balcão
€6
€5 desconto estudante; ≥65 anos; grupos ≥ 10 pessoas


- Para adquirir bilhetes de Mobilidade Reduzida, por favor, contacte a bilheteira do Convento São Francisco (diariamente entre as 15h00 e as 20h00, através do telefone n.º 239 857 191, ou envie mail para: bilheteira@coimbraconvento.pt 





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