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Agenda Cultural

“CAFÉ CURTO | BLUE HOUSE”

Após mais de um ano de implementação bem sucedida deste ciclo de showcases, pretende-se alargar os seus horizontes, bem como o impacto, à sua escala, no futuro cultural da cidade de Coimbra e dos seus agentes artísticos. Assim, ao conceito que esteve em vigor, adicionam-se convocatórias (MIC | Música Independente de Coimbra), residências artísticas e uma parcela de programação focada em artistas hispano-lusófonos (Rádio Pessoas). Quanto aos artistas convidados, mantém-se a premissa de apresentar atuações novas e/ou novos músicos. Apesar de alguns deles ainda estarem sediados em Coimbra, neste caso a maioria já tem origem noutras cidades portuguesas e mesmo no estrangeiro, uma vez que se pretende também impulsionar a circulação de espetáculos.


Programa

11 de janeiro - :Papercutz
:PAPERCUTZ é uma banda de pop-electrónica da cidade do Porto, formada e liderada por Bruno Miguel, com concertos e edições que têm atravessado diversos continentes. Para 2022 os :PAPERCUTZ preparam um novo álbum de nome 'So Far So Fading’ reunindo novos arranjos orquestrais de temas das diversas edições do projeto e composições de pop eletrónica moderna originais tendo diversos convidados como um ensemble de vozes e instrumentistas nacionais e que terá edição internacional pela editora Alemã K7 Records. Num dos mais ambiciosos projetos do produtor Bruno Miguel, concebido entre a Islândia, em Reiquiavique, com Francesco Fabris, engenheiro responsável por diversas bandas sonoras como "DARK” (Ben Frost), The Old Guard (Dustin O'Halloran) ou Without Remorse (Jónsi) e Portugal, com gravações no Conservatório do Porto conduzidas pelo orquestrador Bruno Pinto Ferreira, do Royal Conservatory of Antwerp. Nesta sessão o projecto :PAPERCUTZ apresentará um retrato intimista, com temas dos seus diversos trabalhos, numa aproximação à sua essência de canção.


18 de janeiro - Nuno Rancho
Nuno Rancho é músico, compositor, produtor e técnico de som há mais de 15 anos, com vários projetos musicais editados, desde o seu projeto a solo Nuno Rancho, Team Maria, Bússola e Few Fingers, passando pelo 'indie', 'folk' e eletrónica. Em 2020 editou uma série de versões para festejar o oitavo aniversário da Omnichord Records, em que interpretou temas editados pela mesma. Durante o período de confinamento, todos os domingos lançou um conjunto de canções que ia compondo durante a semana, com direito a colaborações remotas. Atualmente encontra-se a trabalhar nos próximos álbuns das suas bandas, Few Fingers e Jerónimo.


25 de janeiro - MIC | Música Independente de Coimbra #00
No âmbito do ciclo de showcases 'Café Curto', a Blue House criou uma convocatória com o objetivo de selecionar dois artistas ou grupos de música original que integrarão a agenda do 1º trimestre de 2022. Os projetos selecionados terão direito a participar em oficinas formativas de introdução à indústria musical realizadas na Blue House, onde farão também a pré-produção e gravação de um tema original. O culminar deste processo será a apresentação ao vivo no Café Concerto do Convento São Francisco.


1 de fevereiro - Hot Air Balloon
Os Hot Air Balloon nasceram no verão de 2013 na cidade de Vigo em Espanha e, desde então, cativam a atenção do público de vários países. A voz doce e calorosa de Sarah Jane Burke funde-se com a musicalidade de Tiago Machado numa combinação perfeita, que se reflete em atuações intimistas inesquecíveis. O primeiro álbum com banda, "Behind The Walls”, editado em abril de 2016 foi nomeado, em novembro do mesmo ano, para os prestigiados The Independent Music Awards que contou com Tom Waits e Suzanne Vega entre os jurados. Este projeto tem sido alvo de destaque nas rádios nacionais e internacionais. Os Hot Air Balloon, além da música, partilham uma vida em conjunto, Sarah Jane e Tiago são casados com dois filhos e neste momento encontram-se a preparar o seu segundo álbum de originais. "How can our love be so strong” é o primeiro 'single' deste novo trabalho.


8 de fevereiro – Fosco
Fosco junta Diogo Alves Pinto (Gobi Bear, Mathilda) e Gabriel Salgado (Ana), há muito unidos pela sua relação com a guitarra. O primeiro começou a dar nas vistas há uma década, surgindo na cena 'folk' com uns tenros 20 anos e rapidamente tornou Gobi Bear numa atuação de referência pela forma como explora sem medo e sem meios todos os sons que se podem tirar de uma guitarra, ‘loopando-os’ e cantando sobre eles. Gabriel Salgado tem-se afirmado, desde que se estreou em 2017, como um dos mais estimulantes músicos da sua geração. Inspirado por subgéneros como o 'post-rock' e algumas derivações mais matemáticas, tem levado, na sua aventura a solo — Ana —, a sua música cada vez mais longe, tudo à custa da relação singular que desenvolve com a guitarra. Juntos apresentam um conjunto de temas acústicos e instrumentais que nos levam a sítios onde nunca fomos e eles também não. É assim, fosco, este fim que se vê, mas que não é claro.


15 de fevereiro - MIC | Música Independente de Coimbra #01
No âmbito do ciclo de showcases 'Café Curto', a Blue House criou uma convocatória com o objetivo de selecionar dois artistas ou grupos de música original que integrarão a agenda do 1º trimestre de 2022. Os projetos selecionados terão direito a participar em oficinas formativas de introdução à indústria musical realizadas na Blue House, onde farão também a pré-produção e gravação de um tema original. O culminar deste processo será a apresentação ao vivo no Café Concerto do Convento São Francisco.


22 de fevereiro - Milton Gulli [Rádio Pessoas]
De ascendência moçambicana, este músico (Cacique ́97, The Grasspoppers, Simba & Milton Gulli, Cool Hipnoise, Philharmonic Weed), produtor, fundador da Kongoloti Records e DJ, nasceu e cresceu nos subúrbios de Lisboa e viveu na Arábia Saudita, Ilha da Madeira e Moçambique. Milton Gulli é um artista profundamente imerso nos sons lusófonos e na cena musical africana contemporânea de Lisboa, tendo já sido convidado a tocar com Prince Wadada, Kimi Djabaté, Mercado Negro, Marcelo D2 e participado em vários álbuns de artistas como Rocky Marsiano, IZEM, Sam The Kid, Sagas, XEG e outros. Há 9 anos mudou-se para Moçambique e, pouco depois, começou a trabalhar com o rapper Simba no álbum "The Heroes - A Tribute To A Tribe", um tributo moçambicano ao colectivo A Tribe Called Quest, lançado pela aclamada editora BBE. Ainda em Maputo, produziu álbuns de Deltino Guerreiro, Ras Skunk e Spirits Indigenous e co-produziu o álbum de estreia de Granmah, tocou também com Azagaia, Simba, DRP, TP50 e muitos outros. A sua música sempre foi para as pessoas e sobre as pessoas. Empoderamento dos menos favorecidos, igualdade, justiça, educação para todos e um mundo sem fronteiras. Milton regressou a Portugal em meados de 2020 e do seu primeiro álbum a solo com o título "Quotidiano”, já avançou três 'singles': "Jogador”, "Puto” e "Cacimbo”.


1 de março - Rita Braga
Para entrar no universo de Rita Braga, imaginem-se num local que se assemelha a um circo americano do século passado onde, depois de se dirigirem ao interior de uma tenda, se deparam com uma casa de espelhos. Cada um desses reflexos exibe uma faceta de "Time Warp Blues”, o terceiro álbum da cantora e multi-instrumentista Rita Braga: a ‘naïve art’ de Space Lady; os bizarros sons de Bruce Haack; o minimalismo de Young Marble Giants; a cinematografia de Eraserhead e toda uma espiral de fantasmas e viagens no tempo. O que têm todos estes reflexos em comum? O peculiar uso do ukulele por Rita Braga, acompanhada de teclados, banjolele e caixas de ritmos ‘vintage’. "Time Warp Blues”, co-produzido por Andrea Rocca, em Londres, é o primeira longa duração em vinil de Rita Braga, que escreve e interpreta canções em inglês, português, finlandês e japonês. Nada destas diferentes latitudes lhe é desconhecido, pois ao longo da última década realizou numerosos concertos por toda a Europa e também nos EUA, Brasil, Austrália e Japão. O disco anterior Bird on the Moon (Lunadélia Records, 2018 / Moorworks, Japão, 2019) teve entrada no "Top 15 de discos com Ukulele” na revista Wire.


8 de março - Rita Joana / El Cine
Rita Joana, autora e compositora Conimbricense de 38 anos, cresceu numa aldeia do baixo Mondego, entre as memórias do trabalho do campo e os relatos fantasistas de lendas e ensinamentos de responsos. Foi em Santo Varão que aprendeu a estima pelos momentos de solidão que lhe conferiram o gosto pelo dramatismo melancólico. Calcorreando campos, nadando no rio foi, durante a sua infância, detentora de uma liberdade que sentiu castrada aquando da mudança da família para a cidade de Coimbra. Sentada na pequena sala de estar da sua nova casa, foi na televisão nacional que reencontrou o bucolismo que tanta falta lhe fazia, assistindo aos filmes de Joselito e Marisol. Filha de um ex-combatente e de uma professora de enfermagem (curso escolhido para acompanhar as maleitas de guerra do companheiro), torna-se cuidadora da família muito cedo, por circunstâncias adversas; fatalismo que faz sempre acompanhar com a mesma banda sonora com que cresceu. Dividindo o seu tempo entre os diversos trabalhos que teve e a suspeita de que lhe seria necessário interpretar o reportório sonoro da sua vida, chega, finalmente, El Cine. Um disco de homenagem aos intérpretes mexicanos que, entre os anos 40 e 60, foram as vedetas internacionais de uma estética musical e cinematográfica. Partindo da mescla fantasista criada por este universo, Rita Joana, propõe uma revisitação de canções sobejamente conhecidas como Malagueña Salerosa e La Media Vuelta e outras mais "obscuras” para o nosso público, como sendo o Resulta, imortalizada por Juan Gabriel.


15 de março – Grutera
Nascido a 3 de julho de 1991 numa qualquer clínica desse país, Guilherme Efe apresentou-se ao mundo todo nu, careca, sem dentes e cheio de sangue da barriga de sua mãe. Na altura ainda não sabia tocar guitarra, porque não tinha unhas, mas provavelmente já sabia que era isso que faria o resto da sua vida, ainda que paralelamente tivesse qualquer outra atividade, mais ou menos lícita, mais ou menos nobre, com que fizesse mais ou menos dinheiro. Começa a tocar em bandas de metal, mas o ‘headbang’ faz-lhe dores de pescoço. Descobre que tocar guitarra clássica, à sua maneira, pouco ortodoxa, é a coisa mais simples e fácil que já alguma vez aprendeu a fazer. Fazer música com ela também. Assim, escolhe esse caminho para alcançar a fama, riqueza e sucesso. Ou só fazer música que o emocione e que melhore alguns minutos da vida de alguém que a ouça. Em 2012 grava o "Palavras Gastas” e entra para os Novos Talentos FNAC, um álbum que, hoje em dia, o envergonha. Em 2013 grava "O Passado Volta Sempre”, no Mosteiro de Cós, um álbum que hoje em dia, o envergonha, mas menos do que o primeiro. Em 2015 grava "Sur Lie” na Herdade do Esporão, um álbum que hoje em dia, o envergonha, mas menos do que o segundo. Em 2020 lança um novo disco, "Aconteceu”, um disco sobre o que aconteceu nos 5 anos anteriores. Gravado numa adega de casa de seus pais, com Tiago e Diogo Simão ao leme (desde a captação à masterização), design de Ana Gil, curadoria da Planalto Records e na capa vai a mãe. A ser ouvido em primeira mão num qualquer concerto perto de si. Ou mais longe um bocadinho. Espera que este mais tarde não o envergonhe.


22 de março - San Jerónimo [residência com Birds Are Indie]
San Jerónimo é um duo espanhol, formado em 2016 pelos asturianos María Mieres e Nacho Iglesias. Nesse mesmo ano gravaram o disco "Salinas, 20:15" que incluía sete canções em íntimas reminiscências sonoras de bandas como Mazzy Star, Low ou Red House Painters. Com o seu álbum seguinte "El Sur”, de 2018, trilharam um caminho mais ligado ao ‘downtempo’ e às subtilezas da ‘soft electronic’, onde assumiram as influências de Rhye, Toro y Moi ou Jessy Lanza. Foi nesta linha que entre 2019 e 2021 continuaram a editar 'singles' gravados em casa, alguns deles com convidados como Tarik Rahim, Elle Belga e Rodrigo Cuevas, sempre com o apoio na produção de José A. Pérez (I am Dive) ou Raúl Burrueco (Combray). Na estreia em Portugal terão, neste showcase, a participação num tema dos seus velhos conhecidos Birds Are Indie, resultado de uma breve Residência Artística realizada na Blue House.


29 de março - Arianna Casellas y Kauê
Arianna Casellas canta o seu proto-diário de viagem, mas começa a querer largá-lo para de facto poder desfrutar da paisagem. Entre as suas histórias encontra Kauê Gindri, marinheiro e companheiro de aventuras, mestre das místicas percussões do coração, embalando em tempos compostos as melodias cheias de família, tempo e emoção.


Classificação Etária
Todos os públicos


Informações
Bilheteira: 239 857 191
bilheteira@coimbraconvento.pt


Entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço.


Informação adicional:
- Uso de máscara obrigatório 
- Interdita entrada após o inicio do evento
- Respeite o distanciamento físico e a sinalização do espaço 
- Respeite as indicações dos assistentes no recinto

- Para adquirir bilhetes de Mobilidade Reduzida, por favor, contacte a bilheteira do Convento São Francisco (diariamente entre as 15h00 e as 20h00, através do telefone n.º 239 857 191, ou envie mail para: bilheteira@coimbraconvento.pt 



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